Sintomas Variola Do Macaco
sintomas variola do macaco referem-se aos sinais clínicos observados em macacos infectados pelo vírus da varíola, uma patologia zoonótica que, embora associada à variola humana, também pode manifestar-se em primatas não humanos. A varíola do macaco, historicamente denominada monkeypox, apresenta no macaco uma doença febril aguda com manifestações cutâneas e sistêmicas que podem ser confundidas com outras infecções virais.
O que é a variola do macaco
Trata-se de uma zoonose viral causada pelo vírus da varíola dos macacos (Monkeypox virus, MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus, mesma família do vírus da varíola humana (Variola virus). A transmissão ocorre principalmente por contato direto com animais infectados, seu sangue, secreções ou lesões, e, em ambientes silvestres, está associada a roedores e primatas.
Características principais da infecção em macacos
- Febre alta e abrupta, acompanhada de calafrios
- Exantema generalizado, iniciando-se no rosto e progredindo para o corpo
- Lesões vesiculares ou pustulosas que evoluem para crostas
- Linfonodos aumentados (linfadenopatia), característica distintiva em relação à varíola humana
- Sintomas respiratórios leves, como tosse e dificuldade respiratória
Como funciona a patogênese no macaco
Após a transmissão, o vírus invade as células da mucosa respiratória ou da pele, iniciando replicação local seguida de disseminação linfática e sistêmica. A resposta imune do hospedeiro é ativada, mas a gravidade depende da dose viral, via de exposição e imunidade prévia. A replicação em órgãos como baço, fígado e medula óssea leva à fase febril e, subsequentemente, à disseminação cutânea.

Fase inicial: inubação e febre
O período de incubação varia de 5 a 21 dias, com início de sintomas como febre, dor de cabeça, mal-estar e dor muscular. Em macacos, observa-se ainda redução do apetite e letargia, sinais não específicos que antecedem o aparecimento do exantema.
Fase cutânea e evolução das lesões
O exantema maculopapular progride rapidamente para vesículas e pústulas, especialmente em áreas de contato como face, mãos, pés e região anogenital. A presença de linfonodos inflamados, particularmente na região cervical e inguinal, é um marcador importante para diferenciar a varíola dos macacos de outras doenças semelhantes.
Sintomas clínicos detalhados em macacos
Sinais sistêmicos
Além da febre, os macacos infectados apresentam calafrios intensos, dores musculares generalizadas (mialgia) e dor abdominal. Em casos mais graves, pode haver quadro de sepse, com queda brusca de temperatura e comprometimento multiorgânico.

Manifestações dermatológicas
- Início em rosto, cabeça e mãos, com lesões maculares que evoluem para papulas, vesículas e, por fim, pústulas
- Lesões superficiais que se coalescem e formam crostas hiperpigmentadas
- Ausência de fase ulcerativa profunda, típica da varíola humana
Sinais respiratórios e oculares
Tosse seca, coriza e, em alguns casos, conjunctivite com secreção serosa. Em infecções neonatais, pode haver queratoconjuntivite que, se não tratada, leva à cegueira.
Diagnóstico e diferenciação
O diagnóstico clínico baseia-se na história de exposição a roedores ou primatas e na apresentação de linfonodos aumentados associados ao exantema. Exames laboratoriais incluem PCR para detecção de DNA viral, microscopia eletrônica de lesões vesiculares e, em casos de suspeita de foco zoonótico, isolamento viral em cultura celular.
Quadro comparativo com outras doenças
| Doença | Febre | Exantema | Linfonodos | Transmissão |
|---|---|---|---|---|
| Varíola humana | Grave | Centro-facial | Sem aumento | Gotículas |
| Varíola do macaco | Moderada | Periférico | Aumentados | Contato zoonótico |
| Varicela | Leve a moderada | Generalizado | Sem aumento | Gotículas |
| Herpes simplex | Leve | Localizada | Sem aumento | Contato direto |
Prevenção e manejo em ambientes de criação
A prevenção da variola do macaco em cativeiro e em regiões endêmicas envige controle rigoroso de roedores, uso de EPIs ao manusear animais e isolamento de casos suspeitos. Vacinas desenvolvidas para a varíola humana mostram eficácia parcial, mas a estratégia mais segura é a redução de contato entre humanos e reservatórios silvestres.
Medidas de biossegurança
- Saneamento básico adequado e eliminação de criadouros de roedores
- Desinfecção de superfícies potencialmente contaminadas
- Isolamento de animais sintomáticos e notificação a autoridades sanitárias
- Treinamento de equipe para reconhecimento precoce dos sintomas
Perguntas frequentes
A variola do macaco pode ser transmitida para humanos?
Sim, a transmissão zoonótica ocorre por contato direto com sangue, fluidos corporais ou lesões de macacos infectados, sendo mais comum em regiões florestais onde ocorre interação frequente com a vida selvagem.
Quais são os principais sintomas que diferenciam a varíola do macaco da varíola humana?
Os principais sinais são linfonodos aumentados (linfadenopatia) e exantema que inicia-se no rosto e se estende para o corpo, além de febre moderada, ao passo que a varíola humana geralmente apresenta febre mais alta e lesões mais centrais.
A vacina da varíola humana protege contra a varíola do macaco?
Oferece proteção parcial, reduzindo a gravidade da doença, mas não é específica para o vírus dos macacos, sendo as estratégias de controle baseadas em vigilância sanitária e manejo de reservatórios.

O que fazer ao identificar um macaco com suspeita de varíola?
Isolar o animal, evitar contato direto e notificar imediatamente as autoridades de saúde veterinária e vigilância ambiental para avaliação e manejo adequado.