O Que Verbo Impessoal
Você vai entender o que é verbo impessoal, como identificá-lo e usar ele em frases sem medo. Neste guia, explico de forma simples e prática como esse recurso gramatical funciona no português e por que ele aparece com tanta frequência no falante e na escrita.
O que é verbo impessoal e para que serve
O verbo impessoal é uma forma verbal que não tem sujeito expresso ou que o sujeito é genérico, como "as pessoas", "um", "quem", "há", entre outros. Diferente dos verbos transitivos e intransitivos, que normalmente ligam uma ação a quem a realiza, o impessoal marca uma ação sem apresentar quem a executa. Ele aparece muito em textos formais, jornalísticos e acadêmicos, mas também é muito comum no dia a dia, especialmente em locuções verbais como "é preciso", "há", "faz tempo" e "não se pode".
Como identificar o verbo impessoal na frase
Para reconhecer o verbo impessoal, observe se a frase tem um sujeito claro. Se não houver ninguém específico executando a ação ou se o sujeito for genérico, o verbo pode estar nessa categoria. Outro sinal é a presença de expressões como "impessoal", "indefinido", "não há sujeito" ou a menção de tempo, lugar ou modo sem um agente definido. Exemplos clássicos incluem "chove", "amanhece", "creio eu", "diz-se" e "fala-se", onde o foco está na ação ou na situação, não em quem age.

Quais são as formas mais comuns de verbo impessoal
As formas mais frequentes do verbo impessoal aparecem em construções fixas ou em locuções verbais. Entre elas, destacam-se:
- Locuções verbais com "se", como "diz-se", "fala-se", "costuma-se"
- Uso de "há" para indicar existência, como "há livros na mesa"
- Expressões de necessidade ou obrigação, como "é preciso", "é necessário", "convém"
- Verbos no infinitivo ou no imperativo sem sujeito explícito, como "chover", "amanhecer", "vender-se"
- Frases com "um", "uma", "quem", "os que", em contextos genéricos, como "um faz o dever" ou "quem chega primeiro fica"
Quais são os principais usos do verbo impessoal
O verbo impessoal tem várias funções na língua e aparece em diferentes situações. Entender para que serve cada uso ajuda a escolher a forma correta e a evitar erros de concordância. Ele pode indicar tempo, lugar, modo, ou até mesmo substituir sujeitos sem importância. Conhecer os contextos de uso evita confusão na hora de escrever e falar.
Existência ou localização
Expressa que algo existe ou está em determinado lugar, sem precisar nomear quem ou o que está lá. Exemplos: "há uma loja aqui", "fica um banco na esquina", "não tem ninguém em casa".

Modo, tempo ou situação genérica
Descreve uma situação de forma genérica, sem sujeito específico. Exemplos: "choveu muito ontem", "creio que sim", "fala-se muito desse assunto".
Necessidade, obrigação ou conselho
Indica que algo é necessário, importante ou conveniente, geralmente com expressões como "é preciso", "é necessário", "convém". Exemplo: "é preciso estudar para a prova", "convém chegar cedo".
Elementos evitivos ou estilo jornalístico
Usado para ser mais objetivo, evitar repetição de sujeitos longos ou manter tom neutro. Exemplos: "diz-se que vai chover", "fala-se em greve", "acredita-se que ele esteja doente".

Como usar verbo impessoal sem errar a concordância
Um dos principais desafios é saber se o verbo deve ser conjugado no singular ou no plural. A regra geral é olhar para a expressação ou para o sujeito genérico que está implícito. Se o verbo acompanha "há", "existe", "fica", geralmente vai no singular. Em locuções como "é preciso" e "convém", o verbo também costuma ficar no singular, porque o sujeito é a ideia de necessidade, não pessoas. Já frases como "dizem que estão" ou "falam alguns que" podem variar conforme o contexto, porque o sujeito genérico pode ser interpretado de formas diferentes. Na dúvida, observe o que está sendo falado e se a ideia é única ou múltipla.
Erros comuns ao usar verbo impessoal
Mesmo falantes experientes podem escorregar nesse recurso. Um erro frequente é usar verbo no plural sem um sujeito claro plural, como "tem alguns problemas" sem definir quem são "eles". Outro é confundir expressões como "é preciso" com sujeito plural, quando o correto é manter o verbo no singular, pois a exigência é uma ideia única. Frases como "há muitos que acreditam" podem parecer ambíguas, mas são aceitáveis desde que o contexto justifique. Evitar repetições excessivas de "um", "quem" ou "gente" sem necessidade também ajuda a manter o texto mais fluido e profissional.
Perguntas frequentes
Diferença entre verbo impessoal e verbo intransitivo
O verbo intransitivo completa a ação sem um objeto direto, mas pode ter sujeito expresso, enquanto o verbo impessoal não necessariamente tem um sujeito claro ou foca em uma ação genérica.

Posso usar "é preciso" com sujeito plural?
Sim, mas o verbo "precisar" geralmente fica no singular ("é preciso estudar"), pois a obrigação é uma ideia única, não importando quantas pessoas estejam envolvidas.
Quando devo usar "diz-se" em vez de "eles dizem"
Use "diz-se" quando quiser falar de forma mais neutra, objetiva ou anônima, evitando repetir o sujeito. "Eles dizem" mantém o sujeito explícito.
O verbo impessoal pode ter horário, modo e tempo?
Sim, ele pode indicar tempo (presente, passado, futuro), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) e horação, desde que a ideia não dependa de um sujeito específico para fazer sentido.

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