O Que É Concordancia
Concordância é a regência gramatical que exige a alteração formal de palavras em uma oração para que elas se ajustem em gênero, número e, eventualmente, pessoa, estabelecendo assim unidade entre sujeito, verbo e complementos.
O que é concordância e por que ela importa na gramática?
Na gramática da língua portuguesa, concordância diz respeito à relação de compatibilidade entre os elementos da oração, garantindo coesão e clareza na comunicação. Quando falamos em concordância, nos referimos ao ajuste sintático que torna o sujeito compatível com o verbo e o verbo compatível com seus objetos, adjetivos e outros termos relacionados. Esse ajuste abrange, principalmente, a concordância nominal e a concordância verbal, fundamentais para a construção de frases corretas no português. A importância da concordância reside na capacidade de evitar ambiguidades, deixar a mensagem mais precisa e reforçar a fluência da escrita e da fala, seja em contextos formais ou informais.
Quais são as principais características da concordância?
A seguir, apresentamos as principais características que definem e orientam a aplicação da concordância no português:
- Gênero: os termos devem estar na mesma categoria de gênero, seja masculino ou feminino, exceto em casos de generalização.
- Número: a concordância se estabelece no singular ou plural, exigindo que sujeito e verbo, por exemplo, estejam ambos no mesmo número.
- Pessoal: a forma verbal deve corresponder à pessoa do sujeito (primeira, segunda ou terceira pessoa) na conjugação regular.
- Flexão: a adaptação ocorre por meio de terminais flexionais, como o -s no verbo “eles falam” ou nos adjetivos “casas bonitas”.
- Distância: a concordância pode ser afetada por elementos intermediários, mas a regra fundamental continua válida: os termos relacionados devem “concordar” mesmo quando separados por palavras.
Como funciona a concordância nominal no português?
A concordância nominal ocorre entre o núcleo do sujeito e o núcleo do predicativo, do objeto direto ou de adjetivos que os acompanham. Para que haja concordância nominal perfeita, é preciso que haja congruência de gênero e número. Vejamos alguns exemplos:

- “O menino correu rápido.” (sujeito masculino singular, verbo “correr” em terceira pessoa do singular)
- “As meninas cantam alegremente.” (sujeito feminino plural, verbo “cantar” em terceira pessoa do plural)
- “Ele gosta da casa nova.” (objeto direto “casa” é feminino singular, adjetivo “nova” também feminino singular)
Quando o núcleo do sujeito é composto, a regra muda: se houver apenas um núcleo no plural, o verbo deve concordar no plural; se houver dois ou mais núcleos ligados por “e”, o verbo também estará no plural. Já se os núcleos são de gêneros diferentes, o verbo costuma ser masculino no plural, seguindo a regra geral de precedência.
É possível ter concordância verbal? Como ela se aplica?
Sim, a concordância verbal é a regência que coloca o verbo em harmonia com o sujeito da oração. Na maioria dos casos, isso significa usar a forma verbal que corresponde à pessoa e ao número do sujeito. Existem exceções, como no verbo “ser” na terceira pessoa do plural, que pode ser “são” ou “é”, dependendo do contexto conceitual. Observe:
- “Eu canto.” (primeira pessoa do singular)
- “Você canta.” (segunda pessoa do singular)
- “Eles cantam.” (terceira pessoa do plural)
A concordância verbal também se estende aos modos, tempos e formas verbais. Em orações subordinadas, por exemplo, o verbo pode se flexionar em função do sujeito subordinado, respeitando sempre a ligação lógica entre quem executa a ação e a própria ação.
Quais são os erros mais comuns de concordância e como evitá-los?
Erros de concordância surgem principalmente em situações de plural com coerência de gênero, em sujeitos compostos ambíguos e em regência com artigos ou adjetivos. Alguns cuidados valem a pena:

- Analise sempre o núcleo real do sujeito, mesmo que haja palavras no meio da frase.
- Em sujeitos compostos por “ou” ou “nem”, o verbo geralmente concorda com o termo mais próximo.
- Substantivos coletivos podem exigir verbo no singular ou no plural, dependendo do foco: “O time está pronto” (ação coletiva) versus “Os jogadores estão prontos” (ação individual).
- Artigos e adjetivos devem concordar com o substantivo em gênero e número: “Este livro interessante” e “Essas palavras importantes”.
Resumo dos principais pontos sobre concordância
- A concordância é a regência que une sujeito, verbo, objetos e adjetivos em gênero e número.
- Inclui concordância nominal e concordância verbal, ambas essenciais para frases corretas.
- Elementos como distância e sujeitos compostos exigem atenção especial na aplicação das regras.
- Erros comuns são evitados com análise cuidadosa do núcleo e dos termos envolvidos.
- O uso adequado da concordância reflete domínio da língua e melhora a clareza e a fluência.
Perguntas frequentes sobre concordância
- O que é concordância nominal? É a regência entre o núcleo do sujeito e os demais termos da oração, exigindo igualdade de gênero e número.
- Como identificar o sujeito em orações complexas? Procure pelo termo que realiza a ação ou está sob ela, desconsiderando palavras intermediárias que não alteram a regra de concordância.
- O verbo pode concordar com objeto indireto? Em algumas orações, como as com “dar”, “agradar”, o verbo pode variar em função do objeto indireto, mas a regra geral continua sendo a concordância com o sujeito.
- Existem exceções à concordância verbal? Sim, casos como “nem todos”, “alguns”, “ambos” e coletivos podem exigir análise contextual.
- Por que a concordância é importante na redação oficial? Ela garante precisão, evita mal-entendidos e transmite profissionalismo na linguagem escrita.
Dominar a concordância é essencial para construir orações fluidas, compreensíveis e gramaticalmente corretas, estejam você escrevendo um texto acadêmico, profissional ou pessoal. Ao atentar às regras de concordância nominal e verbal, você elimina inconsistências, reforça a coesão textual e transmite sua mensagem com segurança e clareza.