A função do que e se é uma construção gramatical da língua portuguesa que une uma cláusula subordinada adverbial de condição à expressão interrogativa “o que”, funcionando como sujeito ou objeto da oração principal e permitindo expressar hipóteses, dúvidas ou questionamentos sobre a realização de uma ação.

Essa estrutura aparece frequentemente em textos formais, literários e jurídicos, bem como em situações cotidianas de questionamento, sendo marcada pela flexibilidade sintática e pela capacidade de adiar a definição do sujeito ou objeto até que a própria ação seja esclarecida. Entender a função do que e se ajuda a melhorar a clareza, a fluência e a precisão de comunicação em diferentes contextos.

O que é a função do que e se e como ela se classifica?

Em termos gerais, a função do que e se pode ser entendida como a capacidade da expressão “o que” em combinar com a conjunção “se” para formar um sujeito ou objeto indeterminado dentro da oração. Esse recurso sintático permite nomear, de forma flexível, aquilo que se deseja saber ou hipotetizar sobre a realização de um fato.

Função Do Que e Se | PDF
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  • É uma locução subordinadora que articula cláusula principal e subordinada adverbial de condição.
  • Atua como sujeito ou objeto indeterminado, remetendo a uma ação cujo agente ou receptor ainda não foi definido.
  • Transmite nuances de dúvida, hipótese, indagação ou mesmo formalidade na linguagem.
  • É frequentemente empregada em registros mais elaborados, como jurídico, acadêmico e literário.
  • Pode ser substituída por outras estruturas, como “quem” ou “o que”, dependendo do foco da oração.

Como funciona a construção “o que” e “se” na oração?

A mecânica da função do que e se envolve a subordinação sintática entre duas partes da frase: a cláusula principal, que contém o núcleo da informação, e a cláusula subordinada adverbial de condição, introduzida por “se”. Nesse processo, “o que” atua como um pronome relacionante que substitui um sujeito ou objeto ainda não identificado, enquanto “se” estabelece a condição para que esse sujeito ou objeto venha a existir ou ser revelado.

Estrutura básica e regência verbal

O verbo que acompanha “o que” geralmente aparece em tempo e modo indicativos ou subjuntivos, refletindo o grau de certeza da condição. Quando a cláusula subordinada remete a uma situação futura ou incerta, o subjuntivo é mais frequente, reforçando o tom de dúvida ou hipótese.

  • O que + verbo transitivo direto: indica que o objeto será definido pela ação.
  • O que + verbo transitivo indireto: sugere que o sujeito da ação será esclarecido pela condição.
  • A flexibilidade permite que o sujeito ou objeto fique implícito, sendo recuperável apenas pelo contexto.

Onde e por que usar a função do que e se em diferentes contextos?

A função do que e se aparece em diversas situações, desde conversas informais até documentos oficiais, sendo especialmente útil quando se busca evitar repetições ou quando o sujeito da ação ainda é desconhecido. A escolha por essa construção pode indicar formalidade, abertura para diferentes possibilidades ou um tom mais introspectivo.

Função Do QUE e Do SE | PDF | Pronome | Assunto (gramática)
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Em contextos jurídicos e documentais

Em contratos, leis e textos normativos, a função do que e se ajuda a criar cláusulas abrangentes, cobrindo diferentes cenários sem precisar listar todos os casos individuais. A ambiguidade intencional permite que a norma abranja situações futuras não previstas explicitamente.

Na literatura e no cotidiano

Em crônicas, poemas e diálogos, a expressão ganha tom poético ou existencial, questionando fatos e decisões da vida. No dia a dia, pode ser usada para suavizar pedidos ou questionamentos, tornando a fala menos direta e mais educada.

Exemplos práticos e comparação com outras estruturas

Comparar a função do que e se com outras formas de sujeito ou objeto indeterminado ajuda a entender seu uso específico. Embora “quem” ou “o que” sozinhos já sejam bastante comuns, a inserção de “se” acrescenta uma camada de condição e incerteza que pode ser estratégica em diferentes contextos.

41 - Conectivos - Função Do QUE e Do SE | PDF | Pronome | Assunto ...
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td>Indeterminar sujeito ou objeto
Estrutura Função Exemplo de uso
O que + verbo O que disse me surpreendeu.
O que + se + verbo Condicionar a indeterminação O que se disserá amanhã é incerto.
Quem + verbo Indeterminar sujeito Quem chegar primeiro ganha.

Percebe-se que, ao inserir “se”, a frase adquire uma dimensão mais abstrata, ligando a ação ao momento ou à condição em que ela ocorrerá. Isso a torna especialmente útil em situações em que se busca evitar a repetição de sujeitos longos ou quando se quer enfatizar a incerteza sobre o agente da ação.

Perguntas frequentes sobre a função do que e se

Pergunta: Posso usar “o que” sem “se” para indicar a mesma ideia?
Resposta: Sim, mas o tom muda. “O que disse” foca no sujeito, enquanto “o que se disse” introduz uma condição ou incerteza sobre a ação.
Pergunta: A função do que e se é sempre opcional na frase?
Resposta: Sim, muitas vezes pode ser substituída por “quem” ou “o que”, dependendo do foco, mas seu uso deixa a frase mais flexível e expressiva.
Pergunta: É errado usar essa estrutura no dia a dia?
Resposta: Não, é perfeitamente aceitável, especialmente em contextos mais informais, desde que haja clareza na comunicação.
Pergunta: Qual é a diferença entre “o que fazer” e “o que se fazer”?
Resposta: Em “o que fazer”, o sujeito é implícito e direto; em “o que se fazer”, a ação é condicionada ou indireta, sugerindo dúvida ou formalidade.

Dominar a função do que e se amplia suas possibilidades de expressão, seja ao escrever um contrato, uma crônica ou até mesmo uma mensagem mais elaborada. Ao integrar essa estrutura com consciência, você ganha flexibilidade para transmitir incertezas, condições e questionamentos de forma clara e elegante, reforçando a precisão e a fluência da sua comunicação.