Esta E Essa No Texto
O que significa “esta” e “essa” no português?
“Esta” e “essa” são pronomes ou adjetivos demonstrativos que substituem ou acompanham substantivos, apontando para pessoas, objetos, lugares ou situações. Ambas indicam algo do sexo feminino no singular e se diferenciam pela proximidade em relação ao espaço físico ou ao contexto de fala. Enquanto “esta” remete para algo próximo ao falante, “essa” se refere a algo que está mais próximo do ouvinte ou, ainda, mais distante do falante, mas presente na situação comunicativa.
Como usar “esta” quando falamos de algo perto de quem fala?
A regra básica para usar “esta” é simples: o objeto, lugar ou situação deve estar próximo ao locutor ou já estar presente no campo de fala imediato. Na comunicação escrita ou falada, isso ajuda a delimitar claramente o referente sem necessidade de repetições. Exemplos típicos incluem referências a documentos na mesa, ideias na mente do falante ou pessoas no mesmo ambiente. A escolha por “esta” deixa a mensagem mais direta e evita que o leitor ou ouvinte precise adivinhar a localização pretendida.
Quando usar “essa” para indicar algo mais distante, mas próximo do outro?
Use “essa” quando o objeto, lugar ou conceito está mais afastado do falante, mas ainda próximo ou relevante para o ouvinte. Pode ser algo que ambos enxergam, mas que não está exatamente ao alcance ou à imediata percepção do emissor. Em situações práticas, “essa” aparece em frases como “gosto dessa cor” ou “você viu aquela proposta?”, indicando que o item está presente na conversa, mas não tão próximo do locutor quanto com “esta”. Dessa forma, o uso correto deixa a referência clara e natural.

Quais são as regras de concordância para “esta” e “essa”?
Tanto “esta” quanto “essa” devem concordar em gênero e número com o substantivo que substituem ou acompanham. No feminino singular, temos “esta” (adjetivo) ou “essa” (adjetivo), além de “ela” (pronome). No plural, os formas são “estas” e “essas”, respectivamente. Portanto, se o substantivo for masculino, muda-se para “este” ou “esse”, e, no plural, para “estes” ou “esses”. A concordância correta garante fluidez e clareza, reforçando a compreensão imediata da mensagem.
Como “esta e essa” aparecem em contextos práticos de escrita?
Na redação, o uso criterioso de “esta” e “essa” ajuda a estruturar argumentos e a organizar as ideias. Ao longo de um texto, é comum que autores se refiram a tópicos apresentados anteriormente ou a exemplos dados em momentos distintos. Nesse cenário, escolher entre “esta página”, “essa seção” ou “esta proposta” orienta o leitor sobre a relação espacial ou lógica entre as partes do texto. Um recurso útil é usar frases como “esta questão” para retomar um ponto central e “essa dúvida” para direcionar a atenção para um esclarecimento futuro, mantendo a coesão e a coerência.
Quais são os erros comuns ao usar “esta” e “essa” na prática?
- Confundir “esta” com “essa” quando a proximidade em relação ao falante ou ao ouvinte não está clara.
- Quebrar a concordância de gênero e número, especialmente em orações com substantivos masculinos ou em plural.
- Usar “essa” para algo muito distante, o que pode exigir o uso de “aquela” ou “aquelas” em vez disso.
- Esquecer de adaptar a forma demonstrativa ao gênero do substantivo, como falar “esse problema” no lugar de “esse problema” quando se refere a masculino.
- Usar “esta” ou “essa” de forma genérica sem contexto, deixando ambíguo se o termo se refere a pessoas, objetos, ideias ou situações.
Quais são boas práticas para acertar a escolha entre “esta” e “essa”?
Praticar a análise da relação de espaço entre o falante, o ouvinte e o objeto é a base para usar “esta e essa” de forma correta. Ao revisar um texto, procure identificar se o item mencionado está mais próximo de quem fala ou de quem escuta e ajuste o demonstrativo conforme o caso. Leia em voz alta para perceber se a frase soa natural e se o referente está claro. Em documentos longos, mantenha a consistência: se um conceito é apresentado como “esta proposta”, evite trocar para “essa proposta” sem um motivo claro relacionado à proximidade ou ao foco da argumentação.

Resumo dos principais pontos sobre “esta e essa no texto”
- “Esta” indica algo próximo ao falante, já “essa” remete a algo mais distante, mas próximo do ouvinte.
- Ambas concordam em gênero e número com o substantivo que acompanham ou substituem.
- O uso criterioso de “esta” e “essa” melhora a clareza, a coesão e a coerência em textos longos e argumentativos.
- Erros comuns incluem confusão de proximidade, falta de concordância e uso genérico sem contexto.
- Praticar a análise do espaço comunicacional ajuda a dominar a escolha entre “esta” e “essa” em diversas situações.
Perguntas frequentes sobre “esta e essa no texto”
Posso usar “esta” e “essa” para me referir a ideias abstratas?Sim, é perfeitamente aceitável. Nesse caso, a proximidade se refere à frequência com que o tema aparece na fala ou no texto, ou à relevância imediata para o interlocutor. Por exemplo, “esta teoria” pode indicar que a explicação está sendo detalhada agora, enquanto “essa questão” pode apontar para um ponto que será aprofundado em seguida.
E quando o substantivo for masculino? Preciso trocar “esta” por “este” e “essa” por “esse”?Exatamente. A regra de concordância se aplica ao gênero do substantivo acompanhado. Para masculino no singular, usa-se “este” ou “esse”; no plural, “estes” ou “esses”. A lógica de proximidade permanece a mesma, apenas a forma muda de acordo com o substantivo.
Posso usar “essa” para me referir a uma pessoa do outro lado da conversa?Depende do contexto. Se a pessoa está presente e mais próxima do ouvinte, mas distante do falante, “essa” é apropriado. Em situações formais, evite referir-se a pessoas apenas com o demonstrivo; prefira nomes ou pronomes pessoais para manter o respeito e a naturalidade da fala.
