Concordância Verbal Concordância Nominal
Concordância verbal e concordância nominal são dois dos pilares da gramática para garantir frases corretas no português. Concordância verbal ajusta o verbo ao sujeito, enquanto concordância nominal ajuste adjetivos e artigos ao núcleo do nome. Este guia explica as regras, exemplos e os principais erros para você dominar a consistência verbal e nominal em qualquer texto.
O que é concordância verbal
A concordância verbal é o acordo entre o verbo e o sujeito da oração em pessoa, número e gênero, quando aplicável. O verbo deve responder exatamente ao sujeito para que a frase soe natural e esteja gramaticalmente correta. Em português, isso aparece na conjugação do verbo em diferentes pessoas e tempos.
Regras básicas da concordância verbal
- Pessoa: verbo deve combinar com a pessoa do sujeito (primeira, segunda ou terceira).
- Número: singular com singular, plural com plural.
- Gênero: em algumas formas, como o pretérito perfeito do indicativo e do subjuntivo com auxiliar ter, o particípio deve concordar com o gênero do sujeito quando este for composto por masculino e feminino.
Exemplos práticos de concordância verbal
Quando o sujeito é composto por mais de um núcleo, geralmente o verbo deve ficar no plural. Porém, se os núcleos forem unidos por ou, o verbo pode ser colocado no singular, pois a ou conecta alternativas.

| Sujeito | Verbo (singular) | Verbo (plural) |
|---|---|---|
| Ele ou ela chega cedo | chega | – |
| Ele e ela chegam cedo | – | chegam |
| As crianças estudam | – | estudam |
| O livro está na mesa | está | – |
O que é concordância nominal
A concordância nominal acontece entre o núcleo do nome e seus adjetivos, artigos, numerais e pronomes demonstrativos. O objetivo é manter a coesão entre eles, concordando em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural).
Regras principais da concordância nominal
- O adjetivo deve concordar com o núcleo em gênero e número.
- O artigo define o gênero e o número do substantivo, então deve estar em harmonia com ele.
- Quando houver núcleos coordenados pelo mesmo adjetivo, o adjetivo geralmente fica no plural, a menos que a construção aceite o singular para referência coletiva.
Exemplos de concordância nominal
Veja como ajustar os elementos para alinhar com o substantivo que eles acompanham. Preste atenção especial aos nomes que exigem formas especiais de adjetivo ou artigo.
| Núcleo | Artigo + adjetivo (masculino singular) | Artigo + adjetivo (feminino singular) | Artigo + adjetivo (masculino plural) | Artigo + adjetivo (feminino plural) |
|---|---|---|---|---|
| O cachorro | o pequeno | – | os pequenos | – |
| A casa | – | a bonita | – | as bonitas |
| Os livros e as canetas | – | – | os novos | as novas |
Regras de concordância para sujeitos compostos
Em situações com sujeitos compostos, a lógica muda um pouco. Se os núcleos forem ligados por e, o verbo geralmente vai para o plural. Se a ligação for por ou, pode usar o singular, pois a ou indica uma escolha entre as alternativas.

Exemplos de concordância com sujeitos compostos
- E: Maria e João falam com frequência.
- Ou: Maria ou João chega primeiro.
- Ou (mais de um sujeito no plural): Os alunos ou os professores preparam a aula.
Erros comuns em concordância verbal e nominal
Os erros mais frequentes acontecem quando o sujeito é distante do verbo, com uso inadequado de pronomes, ou quando substantivos e adjetivos não combinam em gênero e número. Reconhecer essas armadilhas ajuda a evitar equívocos em qualquer tipo de texto.
Pontos que mais causam confusão
- Sujeito implícito ou indeterminado: Em orações como “Falam muito sem pensar”, o sujeito é a forma verbal e deve ser interpretado como “eles” ou “elas”.
- Elementos intermediários: Frases como “O carro das meninas está azul” podem parecer difíceis, mas o verbo concorda com “carro” (singular), não com “meninas”.
- Substantivos em geral: Palavras como ambos, nenhum e algum exigem atenção ao núcleo que acompanham para definir o número e, às vezes, o gênero.
Dicas práticas para melhorar a concordância
Praticar com frases reais e estudar tabelas de conjugação são formas eficazes de fixar a concordância verbal e nominal. Ler com atenção ajuda a internalizar os padrões e a identificar erros em textos próprios e alheios, tornando a escrita mais clara e precisa.
Passos para acertar sempre
- Identifique o sujeito e determine se ele é singular ou plural.
- Conjugue o verbo de acordo com a pessoa e número do sujeito.
- Ajuste adjetivos, artigos e pronomes para combinar com o substantivo que acompanham.
- Revise frases longas para verificar se todos os elementos estão em concordância.
Resumo dos principais pontos
- A concordância verbal alinha verbo com sujeito em pessoa, número e, quando relevante, gênero.
- A concordância nominal garante que adjetivos, artigos e numerais combinem com o núcleo do nome em gênero e número.
- Sujeitos compostos exigem atenção: use o plural com e e, opcionalmente, o singular com ou.
- Erros comuns aparecem quando há elementos intermediários ou substantivos vagos entre o sujeito e o verbo.
- Praticar e revisar textos ajuda a fixar as regras e a melhorar a clareza e a precisão das frases.
Perguntas frequentes
Como identificar o sujeito em orações difíceis?
O sujeito geralmente vem antes do verbo em frases declarativas, mas pode estar suprimido em orações imperativas ou implícito em expressões como “acho que”. Para encontrar o sujeito, transforme a frase em uma pergunta ou destaque quem ou o que realmente executa a ação.

O verbo deve ser sempre no plural quando o sujeito tem dois nomes?
Sim, exceto quando os nomes são unidos por ou, pois a ligação alternativa indica que a ação pode ser feita por um deles. Nesse caso, o verbo pode ficar no singular para evitar repetição.
E se o sujeito for composto por nomes de gêneros diferentes?
Nesse cenário, o verbo costuma ficar no plural para englobar ambos os sujeitos. Por exemplo: “O pai e a mãe chegam mais cedo.”
A concordância nominal vale para todos os adjetivos?
Sim, exceto em casos específicos de substantivos usados como adjetivo ou em expressões fixadas, onde o adjetivo pode não variar. A regra geral é sempre concordar com o núcleo.
